Diabetes: prevenção e controle

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Diabetes: prevenção e controle

Diabetes: prevenção e controle

Todo mundo conhece pelo menos uma pessoa com diabetes. Apesar disso, sintomas clássicos da doença são ignorados, o que gera descuidos capazes de levar a sequelas irreversíveis aos portadores. Para ampliar a conscientização e oferecer atendimento gratuito, o Hospital da Gamboa abre as portas à comunidade neste sábado, 19 de setembro, das 9h às 15h, com uma equipe multidisciplinar de médicos e enfermeiros.

Pacientes sob suspeita de diabetes ou mesmo já diagnosticados passam por consulta inicial com endocrinologistas para encaminhamento a especialistas no mesmo dia. Oftalmologistas, ortopedistas, cirurgiões vasculares e otorrinolaringologistas de plantão atendem cada caso. No dia, além de consultas, o visitante pode participar de palestras e fazer exames. “O paciente com dificuldade de cuidar de seu problema terá a oportunidade de conhecer o Hospital da Gamboa e se consultar com equipe altamente qualificada para, a partir daí, começar tratamento específico do quadro médico”, convida  Arthur Bastos, diretor -médico do Hospital.

O diabetes é classificado por dois tipos. Com origem autoimune, o tipo 1 se caracteriza por deficiência na produção de insulina e se apresenta, com mais frequência, em crianças e jovens. O tipo 2 é conhecido como a “resistência insulínica”, com produção  normal de insulina que se torna inadequada pois o corpo não consegue utilizá-la de maneira correta. “Desde o início, o tratamento do tipo 1 utiliza reposição de insulina. No tipo 2, associado a idade avançada e obesidade, não há necessariamente a obrigatoriedade da insulina, com administração de comprimidos em um primeiro momento”, detalha a endocrinologista Larissa Rosa, que participará do evento no sábado.

Cegueira e amputação são as principais consequências da diabetes. Se a doença não for tratada de forma adequada, podem surgir complicações como retinopatia [problema na visão causado pelo excesso prolongado de açúcar no sangue], nefropatia [alteração nos vasos sanguíneos dos rins que leva à perda de proteína pela urina], neuropatia [distúrbio nervoso causado pelo diabetes], pé diabético [área machucada ou infeccionada nos pés que desenvolve ferida de difícil cicatrização], infarto e acidente vascular cerebral (AVC). “A diabetes é inflamatória, vai lesando tudo, não escapam as partes circulatória e nervosa. O primeiro local atingido são os nervos terminais. O paciente perde a sensibilidade”, explica o cirurgião vascular Marcello Rotolo.

Rodrigo Sasson, médico ortopedista do Hospital da Gamboa, explica o que pode ocorrer em pacientes. “O caso do pé diabético, por exemplo, é como uma bola de neve. Começa com o quadro não controlad o em que, na maioria das vezes, o paciente não se dá conta de que a ferida no pé está relacionad a à doença . Se não for tratada, não vai fechar”, alerta Rodrigo Sasson. Fome excessiva com perda de peso, vontade de urinar muitas vezes à noite, sede, cansaço, fraqueza e desânimo são sintomas da doença. Para quem se identifica com um ou mais sintomas, sábado é o dia de tirar a prova.

Serviço
Terceiro evento – Hospital da Gamboa e o Porto Maravilha
Atendimento gratuito em Diabetes
Data e horário: Sábado, 19 de setembro de 2015, das 9h às 15h
Endereço: Rua Comendador Leonardo (fi­m da rua, com acesso pela Rua Santo Cristo e Travessa Comendador Évora)
Reservas pelo telefone: (21) 2206-1700
Atendimentos: aferição de glicose e pressão arterial, consultas com endocrinologistas,  exames de fundo de olho com oftalmologistas, orientação sobre o pé diabético com ortopedistas e cirurgiões vasculares e análise da diminuição na audição com otorrinolaringologistas

Texto: Marcella Monteiro / Foto: Rozana Lopes

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